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21H30

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50 mi

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Sócrates Tem de Morrer: Parte I

Criação de Carlota Lagido

O preto comporta uma série de apropriações simbólicas que foram tomando diferentes significados

O preto tem 50 tons reconhecíveis, comporta uma série de apropriações simbólicas que se foram transformando e tomando diferentes significados ao longo dos tempos. É uma cor de adjetivações antagónicas. Se por um lado o preto é a cor do Anarquismo, é simultaneamente a cor do Fascismo. Até ao século XIX foi a cor das noivas, dado que o preto era o mais adequado para o aspeto negocial que envolvia qualquer casamento. Nos anos 50, aqueles que queriam fugir à normatização das massas, vestiam-se de preto, a cor do protesto. Preto é a cor associada ao mal, ao Diabo, mas no entanto, é a cor clerical. Na Espanha da Inquisição, as pessoas vestiam-se de preto de forma a que fosse possível sobressair a expressão, sendo assim possível controlar qualquer movimento facial denunciante. É a cor que é utilizada para nomear a dita “matéria negra”, a da Astrofísica: uma matéria invisível (e teórica) de fundamental existência para que a relatividade de Einstein faça sentido relativamente ao que se observa na Astronomia. O preto é também a cor da morte e do fim. Na natureza, todos os elementos, nos seus processos de decomposição, se transformam numa matéria negra. É a cor do vácuo. É também a cor do princípio de tudo.

princípio de tudo.

Data

08, Fevereiro 2017

Horário

21H30

Duração

50 min

Faixa etária

M12

Preço

€7
€5 < 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias

Local Auditório TAGV (lotação limitada)