09

Out

Sáb


19H00

DURAÇÃO


1h00

Ver Preços

International Conference: Theatre about Science

Jonas&Lander

Bate Fado revela-se como o primeiro passo para o resgate da dança que o Fado perdeu

“Bate Fado” é a nova criação de Jonas&Lander, um espetáculo híbrido entre a dança e o concerto de música projetado para 9 performers: 4 bailarinos, 4 músicos e um fadista (bailarino). À semelhança da maioria das correntes musicais urbanas, tais como o Samba ou o Flamenco, também o Fado teve danças próprias. Em Lisboa, a dança que teve maior expressão foi o Fado Batido, uma dança baseada num sapateado energético e virtuoso. Em “Bate Fado”, Jonas&Lander propõem-se a reinterpretar e a recuperar o ato de se bater (sapatear) o Fado, onde a dança emana da qualidade de instrumento de percussão em diálogo com a voz e as guitarras. “Bate Fado” revela-se como o primeiro passo para o resgate da dança que o Fado perdeu.

Jonas Lopes (1986, PT) e Lander Patrick (1981, BR) têm contribuído para o imaginário um do outro desde o início de seu relacionamento íntimo por volta de 2011. Permanecendo juntos e constantemente divorciando-se do passado, e experienciando paradigmas  contrastantes: viver numa autocaravana na companhia da sua gata ou habitar uma mansão do sec. XVIII em Sintra com uma porquinha anã organizando noites de fado semanalmente. Este padrão de rutura, contraste e divórcio ecoa de igual forma nas suas criações e fontes para coreografar o pensamento. “Cascas d’OvO” (2013) revela de alguma forma a sua inscrição como profissionais da área artística: trabalhador, ingénuo, precário. Uma peça construída nos jardins públicos de Lisboa e Guimarães com cães e pardais como audiência à força, levou-os a reconhecer o poder de comunicação dos seus corpos. Jonas&Lander vêm realizando obras em espaços não convencionais. Vemos “Jacarandá” (2014) apresentado no Festival TODOS dentro de uma loja de costura onde Jonas realizou um monólogo construído através das respostas de seus amigos, artistas e moradores de rua às questões “Nasci para …? Eu vou morrer para…?”. Também vemos em “Orelhão” (2015) realizado nas casas-de-banho do Panorama Festival (BR) e nos sanitários na  temporada 100% Marlene Monteiro Freitas (FR) em que Lander propôs a ideia de um confessionário.

programa

Data

09, Outubro 2021

Horário

19H00

Duração

1h00

Faixa etária

M6

Preço

TAGV — Presencial
€7
€5 < 25, estudante, > 65, comunidade UC, rede alumni UC, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, parcerias

TAGV — Transmissão online
27 abril 21h30 a 28 abril 23h59
€3,5

Local auditório TAGV

Direção artística e Coreografia Jonas&Lander

Investigação Jonas, Lander Patrick

Interpretação Catarina Campos, Jonas, Lander Patrick, Lewis Seivwright e Melissa Sousa

Baixo Yami Aloelela

Viola Tiago Valentim

1ª Guitarra Portuguesa Acácio Barbosa

2ª Guitarra Portuguesa António Duarte Martins

Voz Jonas

Composição Musical Jonas&Lander

Direção técnica e Desenho de som Filipe Peres

Desenho de luz Rui Daniel

Cenografia Rita Torrão

Efeitos especiais Vítor Estudante

Figurinos e calçado Fábio Rocha de Carvalho e Jonas

Direção de produção e Gestão Patrícia Soares

Apoio à coordenação Filipe Metelo

Produção executiva Inês Le Gué

Casa de Produção Associação Cultural Sinistra

Coprodução Centro Cultural de Belém, Cine-Teatro Avenida, Teatro Académico de Gil Vicente,

Teatro Municipal do Porto e Theater Freiburg

Residência de coprodução O Espaço do Tempo

Apoio à criação Estúdios Victor Córdon / OPART

Apoio à investigação Casa-Museu Leal da Câmara, LIPA – Laboratório de Investigação de Práticas Artísticas da Universidade de Coimbra e Museu Bordalo Pinheiro

Discografia Valentim de Carvalho

Fotografia João Duarte

Organização Festival Abril Dança em Coimbra Universidade de Coimbra/Teatro Académico de Gil Vicente, Câmara Municipal de Coimbra/Convento São Francisco