Violência contra um homem com falta de respostas e que não entende o mundo que o rodeia
Um homem/menino vive numa aldeia fictícia, Inishfree, ou uma aldeia real vive num menino/homem de 33 anos, Thomas. A mania e o fervor religioso obrigam-no a sair todos os dias de casa, munido de uma agenda, para inspecionar o comportamento dos habitantes da aldeia e o cumprimento dos valores morais e éticos. Tem a convicção de que se trabalhar muito poderá erradicar o pecado, resgatar os seus compatriotas, salvar o mundo e sentar-se ao lado de Deus: "Eu e Deus, a sorrir e olhar para baixo, para toda a minha boa obra, vai ser um lugar tão bonito! " Vive só com uma mãe incapacitada e assume a liderança da casa desde que o pai morreu. A determinação em controlar tudo mais não é do que uma tentativa vã de controlar um espaço mais amplo, impalpável, inatingível, enigmático, traiçoeiro: o da sua mente. Um espaço onde os sons e imagens são distorcidos, a realidade e imaginação estão profundamente entrelaçadas, a fronteira entre o bem e o mal, a crença e a obsessão é demasiado ténue. Desde a trágica morte de Edel, encontra-se escondido num depósito abandonado no campo. Só, fechado, marginalizado, vive num espaço insalubre, com alguns objetos indispensáveis: a farda do pai e gravadores antigos de fita magnética. Há uma atmosfera de violência iminente e constante contra um mundo que perdeu quase tudo e que não o entende, violência contra um homem com falta de respostas e que não entende o mundo que o rodeia.
Prémio Melhor ator/SPA 2015
Data
19, Fevereiro 2016
Horário
21H30
Duração
1h05
Faixa etária
M/16
Preço
€7
€5 [< 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias]
Local Auditório [lotação limitada]