21

Mai,2016

Sáb


21H30

DURAÇÃO


1h10

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“A Palavra é esse amor que encarna na boca sob a forma de promessa”. É este o juramento. É esta a razão da existência do teatro. É esse amor que é preciso enaltecer – é esse o trabalho do actor. Isto não é apenas uma lição para os alunos de teatro, mas como também para todos aqueles que se movem animados pelo desejo e pela urgência de verdade – A verdade que buscamos num livro que nos salve. A verdade que encontramos no espelho da Poesia. A verdade que podemos levar numa jangada que tenha a forma de um palco. Esta peça evoca a emergência do ensino, a urgência do desejo, a revolta do corpo, a intranquilidade da criança, o desejo de verdade no que vemos e fazemos, no que ouvimos e dizemos. E eis-nos envolvidos nesta luta espiritual, transcendente, onde o Poeta, personificando a Trágica, argumenta verdades chocantes contra aqueles que ousam criticá-la, humilha-la; contra aqueles que tencionam continuar a alienar as massas, para mais facilmente as poderem manipular; contra aqueles que deixam o seu espírito morrer e transformar-se em cinzas. A luta dura até se encontrar o novo herói, aquele que, com “o crânio coroado de flores”, venha trazer a revolta e que leve a cabo o dever tremendo que é a vingança da Palavra, a sede atroz do Poema.

A partir de Epístola aos Jovens Actores Para que seja dada a Palavra à Palavra de Olivier Py.

Espetáculo apresentado no âmbito da MTU’16.

Data

21, Maio 2016

Horário

21H30

Duração

1h10

Faixa etária

m/16

Preço

€2

Local Auditório

Direcção Artística e Encenação Ávila Costa

Interpretação Bruna Peças; Laura Santos; Leny Dias; Rudi Araújo; Teresa Monsanto

Produção Teresa Monsanto

Cenografia Beatriz Muralha, Maria Morgado, João Fernandes

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