o tom da peça é cru, irónico, cínico e indignado, situando a peça fora do espartilho do politicamente correto. O espaço cénico vai sendo reconfigurado através da luz de acordo com o jogo que se está a jogar. A luz transforma o espaço
Olhamos para o dia-a-dia das pessoas, para questões prosaicas, mas tão impactantes como a qualidade dos transportes públicos, o acesso aos cuidados de saúde, a pobreza energética das habitações, entre outras.
Deixámo-nos contaminar por outras referências trazidas por todos os intérpretes nomeadamente a Mesa Verde, de Kurt Joss, uma peça criada entre as duas guerras mundiais para encontrar um paralelismo com os tempos atuais e que dá um macro contexto à peça; o livro Dias Úteis, de Patrícia Portela, onde encontrámos a ideia de jogo e de dispositivo da peça; as vozes e as palavras do Grupo de Acção Cultural – Vozes na Luta, um coletivo de cantores e músicos politicamente empenhados, nascido do período revolucionário em Portugal.
O resultado destas conjugações é uma peça composta por vários jogos onde a palavra, o beat, o corpo e a manipulação de objetos transmitem uma veracidade possível deste território e o seu respetivo pulsar.
O tom da peça é cru, irónico, cínico e indignado, situando a peça fora do espartilho do politicamente correto. O espaço cénico vai sendo reconfigurado através da luz de acordo com o jogo que se está a jogar. A luz transforma o espaço.
Amina é a segunda peça do ciclo de criação A Coleção Do Meu Pai (2023–2033), produzida pela Sete Anos (2021) e estreia da Companhia de Dança do Seixal (2025) nas criações autorais de Cláudia Dias. O ciclo integra cinco obras desenvolvidas em torno de autores neorrealistas da coleção de livros do seu pai.
Amina parte do livro Cerromaior, de Manuel da Fonseca, para cogitar uma cidade imaginária na Margem Sul, com base num processo de criação que inclui uma antecâmara de investigação coletiva e sessões de dança comunitária. Congrega uma equipa intergeracional, intercultural e multidisciplinar.
Do livro Cerromaior importamos a ideia de olhar para um território em particular, neste caso a Margem Sul, um território na periferia dos centros de poder, habitada por pessoas cada vez mais diversas entre si, mas unidas por um fator comum: a opressão do capitalismo no seu longo estertor.
Data
29, Maio 2026
Horário
21H30
Duração
1h15
Faixa etária
M6
Preço
€7
€5
< de 25 anos, estudante, comunidade uc, rede alumni uc, > 65 anos, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, pessoa com necessidades específicas, parcerias TAGV
Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada. Os descontos não são acumuláveis
Local auditório TAGV
Direção artística Cláudia Dias
Texto Coletivo
Interpretação Beatriz Rodrigues, Cláudia Dias, Mayara Pessanha, Roge Costa, Xullaji
Música original Xullaji
Direção técnica e iluminação Nuno Borda d’Água
Figurinos Aldina Jesus Atelier
Maquete José Borges e Mayara Pessanha
Vídeo de cena Mayara Pessanha
Comunicação e imprensa Raquel Cunha
Vídeo Sete Anos
Direção de produção Lina Duarte
Produção Sete Anos
Coprodução Câmara Municipal do Seixal, Câmara Municipal de Matosinhos / Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery, Teatro Académico de Gil Vicente
Coprodução em residência O Espaço do Tempo
Apoio República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / DGArtes, Fundação Calouste Gulbenkian
Parceiro Casa da Dança (Almada), Clube Recreativo e Desportivo de Miratejo
Media Partner CoffeePaste
Apoio à divulgação Antena 2, Avante!
A Sete Anos possui declaração de entidade de Interesse Cultural pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto
Fotografia Alípio Padilha