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Out

Sex


18H00

DURAÇÃO


1h00

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Hugo Sousa

Ciclo Afro-Portugal: Afro-Quê?!

nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro

Só muito recentemente, o debate sobre o colonialismo europeu – e sobre o colonialismo português em particular – começou a ter em conta a questão da reparação e da restituição. Este debate depende do reconhecimento necessário, por parte da Europa e do Portugal, de que o seu desenvolvimento e bem-estar assentaram na expropriação e exploração violentas de territórios não-europeus, das suas gentes e das suas culturas. Enquanto a questão da restituição diz respeito, sobretudo, à devolução de objetos pilhados pelas potências coloniais, a questão da reparação – mais ampla e complexa – tem a ver com os custos humanos do Império e o que decorre de processos como a escravatura, o trabalho forçado e o envolvimento de pessoas africanas na guerra colonial, nomeadamente do lado português. Este debate pretende focar-se na dimensão humana da ferida colonial e o que pode ser feito, hoje, no sentido da sua reparação.

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Nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro.
Num caminho que passou por fazer as contas do passado colonial (2022) e refletir sobre os mundos em movimento (2024), pretendemos, agora, interrogar os hífens, como expressão insuficiente da complexidade que reside nos dois lados de tantos elementos hifenados. É importante solidificar os modos de afirmação das pessoas negras como sujeitos plenos das diversas comunidades em que se movem e como agentes do seu futuro e das sociedades em que desejam viver. Afinal, quem fala, de quem se fala, para quem se fala?
Quantas comunidades, quantas vivências, quantas subjetividades diversas se manifestam no Afro? Quais as suas vozes, próximas e diversas? Que mitos e que realidades? Que liberdades e que ocultações? Que restituições e que apropriações? Que prolongamentos coloniais na celebração de datas redondas? Que presente e futuro dos / para africanos/as e seus países? Que presente e futuro para afrodescendentes neste país?
“Afro-Quê?!” é uma convocatória artística, ética, social e política para um verdadeiro protagonismo negro no desenho múltiplo e diverso das linguagens, dos saberes, das estéticas e dos imaginários transformadores que podem levar a um mundo mais justo.

Data

16, Outubro 2026

Horário

18H00

Duração

1h00

Faixa etária

todos os públicos

Preço

entrada livre

Local Café Teatro TAGV

Com Orlando Piedade (escritor, S. Tomé e Príncipe), Aurora Ramos (historiadora, Cabo-Verde), Fabrice Schurmanns (escritor, Bélgica)

Moderação Catarina Martins

Curadoria Ciclo Afro-Portugal 2026 Catarina Martins, Carlos Tavares Pedro, Hamilton Francisco – Babu, Madalena Bindzi, Marinho Pina, Yara Nakahanda Monteiro

Coprodução Teatro Académico de Gil Vicente, A Escola da Noite, Cena Lusófona, Casa da Esquina

Parceria Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, Fundação Calouste Gulbenkian, Universidade de Coimbra, Teatrão

Apoios Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, Colégio das Artes, CAPC-Bienal Anozero

16 outubro — 17H00 Abertura do Ciclo