Afro-colonial-afro-decolonial-afro-europeu-afro-pessimismo-afro-futurismo-afro-centrado-luso-afro-ancestral-afro-lusófono-afro-diaspórico-afro-performance-afro-tudo-ou-afro-nada……….
Nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro
Uma oficina de jogos, memória e criatividade que tem como ponto de partida os jogos tradicionais de tabuleiro, muitos deles transmitidos de geração em geração através da oralidade e das vivências comunitárias africanas. A construção e aprendizagem dos tabuleiros é o eixo central da oficina, mas a experiência vai além do jogo de mesa: os participantes são convidados a experimentar brincadeiras, jogos performativos, desafios de movimento, ritmo e interação, inspirados nas tradições e nas memórias da infância africana. Entre estratégias, histórias, movimento e diversão, pais e filhos partilham diferentes formas de brincar, num encontro entre gerações e culturas. Ao longo da oficina, cada participante constrói e personaliza o seu próprio tabuleiro, que poderá levar para casa como objecto de jogo e memória. Uma oficina para jogar, brincar, criar e redescobrir a infância através da tradição oral africana.
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Nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro.
Num caminho que passou por fazer as contas do passado colonial (2022) e refletir sobre os mundos em movimento (2024), pretendemos, agora, interrogar os hífens, como expressão insuficiente da complexidade que reside nos dois lados de tantos elementos hifenados. É importante solidificar os modos de afirmação das pessoas negras como sujeitos plenos das diversas comunidades em que se movem e como agentes do seu futuro e das sociedades em que desejam viver. Afinal, quem fala, de quem se fala, para quem se fala?
Quantas comunidades, quantas vivências, quantas subjetividades diversas se manifestam no Afro? Quais as suas vozes, próximas e diversas? Que mitos e que realidades? Que liberdades e que ocultações? Que restituições e que apropriações? Que prolongamentos coloniais na celebração de datas redondas? Que presente e futuro dos / para africanos/as e seus países? Que presente e futuro para afrodescendentes neste país?
“Afro-Quê?!” é uma convocatória artística, ética, social e política para um verdadeiro protagonismo negro no desenho múltiplo e diverso das linguagens, dos saberes, das estéticas e dos imaginários transformadores que podem levar a um mundo mais justo.
Data
24, Outubro 2026
Horário
11H00
Duração
1h30
Faixa etária
M6
Preço
€10 adulto/a + criança
* bilheteira Teatro da Cerca de São Bernardo
Local Cena Lusófona — Sala Brincante
Oficina para pais e filhos orientada por Klemente Tsamba
Integrada nos Sábados para a Infância no TCSB
Curadoria Ciclo Afro-Portugal 2026 Catarina Martins, Carlos Tavares Pedro, Hamilton Francisco – Babu, Madalena Bindzi, Marinho Pina, Yara Nakahanda Monteiro
Coprodução Teatro Académico de Gil Vicente, A Escola da Noite, Cena Lusófona, Casa da Esquina
Parceria Fundação Calouste Gulbenkian, Câmara Municipal de Coimbra, Universidade de Coimbra, Teatrão
Apoios Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, Colégio das Artes, CAPC-Bienal Anozero