nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro
Uma das vozes mais marcantes da música guineense contemporânea. Cantora, compositora e intérprete, constrói uma linguagem musical profundamente enraizada nas tradições da Guiné-Bissau, como o gumbé e a tina, dialogando com sonoridades globais como o soul, a rumba, a MPB e o Kompa haitiano. Cantando em kriol, Karyna afirma a música como espaço de liberdade, identidade e experimentação. Num momento de plena maturidade artística, o seu trabalho reflecte um percurso consciente, ousado e fiel às suas raízes, onde a voz surge como instrumento de memória, resistência e criação.
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Nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro.
Num caminho que passou por fazer as contas do passado colonial (2022) e refletir sobre os mundos em movimento (2024), pretendemos, agora, interrogar os hífens, como expressão insuficiente da complexidade que reside nos dois lados de tantos elementos hifenados. É importante solidificar os modos de afirmação das pessoas negras como sujeitos plenos das diversas comunidades em que se movem e como agentes do seu futuro e das sociedades em que desejam viver. Afinal, quem fala, de quem se fala, para quem se fala?
Quantas comunidades, quantas vivências, quantas subjetividades diversas se manifestam no Afro? Quais as suas vozes, próximas e diversas? Que mitos e que realidades? Que liberdades e que ocultações? Que restituições e que apropriações? Que prolongamentos coloniais na celebração de datas redondas? Que presente e futuro dos / para africanos/as e seus países? Que presente e futuro para afrodescendentes neste país?
“Afro-Quê?!” é uma convocatória artística, ética, social e política para um verdadeiro protagonismo negro no desenho múltiplo e diverso das linguagens, dos saberes, das estéticas e dos imaginários transformadores que podem levar a um mundo mais justo.
Data
16, Outubro 2026
Horário
21H30
Duração
1h00
Faixa etária
M12
Preço
€10
€5
* Bilheteira Teatro da Cerca de São Bernardo
Local Teatro da Cerca de São Bernardo
Com Karyna Gomes
Curadoria Ciclo Afro-Portugal 2026 Catarina Martins, Carlos Tavares Pedro, Hamilton Francisco – Babu, Madalena Bindzi, Marinho Pina, Yara Nakahanda Monteiro
Coprodução Teatro Académico de Gil Vicente, A Escola da Noite, Cena Lusófona, Casa da Esquina
Parceria Fundação Calouste Gulbenkian, Câmara Municipal de Coimbra, Universidade de Coimbra, Teatrão
Apoios Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, Colégio das Artes, CAPC-Bienal Anozero
Fotografia Indy Nunes