nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro
O início tático e localizado de uma luta armada anti-colonial foi outrora descrito como “movimento centrífugo”. Num fluxo de gestos e recorrências, a comunidade tradicional do cineasta militante da Guiné-Bissau Sana na N’Hada imagina e constrói colectivamente um edifício para preservar as histórias do cinema militante guineense – um portal para tornar os arquivos audiovisuais do movimento revolucionário do país acessíveis ao público. Coloca-se o futuro de lado, para criar espaço para o que lá vem. O filme é uma tentativa apaixonante e minuciosa de criação de uma comunidade através do cinema. Premiado no festival Cinéma du Réel, Paris.
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Nesta terceira edição, o festival Afro-Portugal 2026 abre espaço para todas as interrogações, indagações, questionamentos, perplexidades, críticas, instabilidades, flutuações, derrocadas, desordens, caos e até mesmo entropias… em torno do prefixo Afro.
Num caminho que passou por fazer as contas do passado colonial (2022) e refletir sobre os mundos em movimento (2024), pretendemos, agora, interrogar os hífens, como expressão insuficiente da complexidade que reside nos dois lados de tantos elementos hifenados. É importante solidificar os modos de afirmação das pessoas negras como sujeitos plenos das diversas comunidades em que se movem e como agentes do seu futuro e das sociedades em que desejam viver. Afinal, quem fala, de quem se fala, para quem se fala?
Quantas comunidades, quantas vivências, quantas subjetividades diversas se manifestam no Afro? Quais as suas vozes, próximas e diversas? Que mitos e que realidades? Que liberdades e que ocultações? Que restituições e que apropriações? Que prolongamentos coloniais na celebração de datas redondas? Que presente e futuro dos / para africanos/as e seus países? Que presente e futuro para afrodescendentes neste país?
“Afro-Quê?!” é uma convocatória artística, ética, social e política para um verdadeiro protagonismo negro no desenho múltiplo e diverso das linguagens, dos saberes, das estéticas e dos imaginários transformadores que podem levar a um mundo mais justo.
Data
17, Outubro 2026
Horário
18H00
Duração
1h30
Faixa etária
M12
Preço
entrada gratuita
* Bilheteira Teatro da Cerca de São Bernardo
Local Teatro da Cerca de São Bernardo
Realização Filipa César, Marinho Pina
Seguido de conversa com a realizadora e o realizador
Curadoria Ciclo Afro-Portugal 2026 Catarina Martins, Carlos Tavares Pedro, Hamilton Francisco – Babu, Madalena Bindzi, Marinho Pina, Yara Nakahanda Monteiro
Coprodução Teatro Académico de Gil Vicente, A Escola da Noite, Cena Lusófona, Casa da Esquina
Parceria Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, Fundação Calouste Gulbenkian, Universidade de Coimbra, Teatrão
Apoios Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, Colégio das Artes, CAPC-Bienal Anozero