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A Pereira Brava

CITAC

"no crepúsculo da noite, a penumbra mostra a fragilidade do nosso temor". “Alba” faz-nos sucumbir numa inevitável viagem ao desconhecido. A viagem que todos nós enfrentamos em algum momento da nossa vida, a viagem que ainda sonhamos enfrentar

Depois de seis meses de formação, o Curso de Iniciação 2018/19 apresenta o seu Exercício Final com direção de Matilde Javier Ciria. Um trabalho em que o grupo tem oportunidade de desenvolver e explorar todas as ferramentas adquiridas, aplicando-as no processo de pesquisa coletiva. A criação coletiva é uma das características do CITAC e tem o intuito de trabalhar o projeto com o conciliar das várias ideias que surgem dos elementos do grupo, compostas e trabalhadas com a visão do diretor.

CITAC é um organismo autónomo da AAC (Associação Académica de Coimbra), orientado no sentido da criação prática e formação no domínio do teatro. Criado em 1954, adota, desde logo, o desafio do experimentalismo. Os primeiros anos, mais focados no teatro popular, deram lugar a um centro de intervenção social e política, pelo qual passaram vários nomes que participaram da resistência à censura do Estado Novo e à emancipação estudantil, social e também feminina, com peças elogiadas e premiadas em Paris, Monticelli e em outras grandes cidades da Europa no final da década de 60. Este caráter de resistência ao fascismo anterior à revolução de Abril foi a razão pela qual foi perseguido e, posteriormente, fechado pela PIDE em 1970. Reabre depois da Revolução dos Cravos em 1974 e caminhou pelos anos 80 focando-se mais no conhecimento e domínio do corpo através de disciplinas como a Dança, a Performance e as Artes Circenses e Populares. Nos anos 90, um novo folego de vitalidade pôs o Círculo de Iniciação Teatral a ganhar prémios internacionais e a manter-se a par das vanguardas artísticas contemporâneas. Aproximando-nos à situação presente, com o início dos anos 2000, o CITAC reforçou a sua vertente de escola de formação artística, primando por uma formação intensiva, de qualidade e gratuita com vários formadores, portugueses e estrangeiros, dentro das disciplinas das Artes Performativas, da Música e das Artes Plásticas. Desde então tem traçado um caminho particular, resistindo a moldes pré-concebidos, através de uma seleção eclética de textos e da sua adaptação para o palco pela interação de elementos técnicos e humanos, possível pelo entendimento mútuo de encenadores, atores, músicos, sonoplastas, luminotécnicos e cenógrafos que colaboram como um todo para a conceção de espetáculos.

Matilde Javier Ciria (n. Espanha, 1978), artista multidisciplinar, o seu trabalho é baseado na criação cénica e performativa, enquanto encenador, intérprete e formador. Depois de estudar e trabalhar na área da informática, acabou por substituir o computador pelos palcos. A partir de 2003, estudou circo, improvisação e teatro físico. Completa a sua formação com a dança contemporânea e a técnica do contacto-improvisação. A curiosidade que a dança lhe deu, atingiu seu ápice quando descobriu a dança Butoh, em 2008. Dos seus trabalhos enquanto encenador, destacam-se “Público X Lorca” (2017), de estreia mundial no Teatro da Cerca de São Bernardo; “Frankenstein” que, em duas das suas temporadas (2016/17 e 2017/18) teve mais de 15 mil espectadores, e “Corpo em Crise” (2014), distinguido com o Prémio Jurado do MITEU e do Prémio Cidade Lisboa do FATAL. Como intérprete, integrou diversas companhias: de 2010 a 2017, trabalhou com Yumiko Yoahioka e Joachin Manger na companhia Ten Pen Chii, e em produções com os grupos Clownidoscopio, Theather Feuer Blau, Opera de Ibiza, La Fura dels Baus, Theatre Göttliche Samen.

 

A Mostra de Teatro Universitário começou em 2012 para dar a conhecer as novas criações dos grupos universitários de Coimbra e de grupos universitários internacionais, num diálogo crítico e histórico que a Academia de Coimbra mantém com o teatro universitário. A MTU pretende contribuir para a criação de um espaço comum de reflexão e de apresentação de projetos com origem na Universidade de Coimbra com as participações do CITAC, GEFAC, TEUC e, nesta edição, a participação do grupo convidado, TUP – Teatro Universitário do Porto, e a apresentação pública da Oficina dirigida por Júnior Lima (BR).

Data

30, Maio 2019

Horário

21H30

Duração

1h00

Faixa etária

M/12

Preço

€2

Local auditório TAGV (lotação limitada)

Cocriação, encenação Matilde Javier Ciria

Interpretação, textos originais Alexandra Balau, Ana Luísa Filomeno, Ana Rita B. Silva, Brum, Camila Costa, Christina Cunha, Danielle Baracho, Elara Miller, Iara Lopes, Ivo Santos, Letícia Boaventura, Luíz Felipe Amorim, Mariana Oliveira, Oreste Affatato, Sabrina Carilo.

Cenografia Danielle Baracho, Mariana Brum, Sabrina Carilo

Desenho de luz Guilherme Pompeu

Operação de luz Lucas Fidalgo, Guilherme Pompeu

Sonoplastia Diogo Figueiredo, João Valério, Afonso Viegas

Produção executiva Ana Rita B. Silva, Leticia Boaventura, Letícia Moro, Mariana Oliveira, Oreste Affatato, Ricardo Batista

Cenografia Danielle Baracho, Mariana Brum, Sabrina Carilo

Figurinos Alexandra Balau, Sabrina Carilo

Apoio técnico à sonoplastia Camila Costa, Christina Cunha, Iara Lopes, Ivo Santos

Design gráfico Luíz Sá

Registo fotográfico e vídeo Carlos João Santos

Produção CITAC para a 21ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra

 

Espetáculo integrado na Mostra de Teatro Universitário 2019 — MTU’19

Produção MTU’19 Teatro Académico de Gil Vicente