19

Fev

20

Fev

Qui


14H30
18H30
21H30

Sex


10H00
14H30
21H30

Ver Preços

Raphael Ghanem

31.ª Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela

o único festival de cinema ambiental em Portugal, e um dos festivais de cinema sobre ambiente mais antigos do mundo, apresenta-se, na sua extensão a Coimbra, com as mais recentes produções nacionais e internacionais sobre questões ambientais

 

19 fevereiro — 14h30 (escolas) & 18h30 Sessão Vida Selvagem

Até à Última Gota (Real. Ricardo Guerreiro, Portugal, 2025, 39 min.)
Carla Chambel, atriz e mãe, conduz-nos numa jornada sobre a relação com a água e a ação com os nossos recursos de água doce. Partindo das suas memórias de infância, envereda numa viagem de aprofundamento e de obtenção de respostas para as suas preocupações sociais e ecológicas. Mas, à medida que vai explorando as suas dúvidas, ouvindo comunidades locais, cientistas e agricultores, é confrontada com a crescente expansão de monoculturas intensivas de regadio na região do Alentejo, com o desequilíbrio dos ecossistemas de água doce, com a perda de biodiversidade, e com a promoção da construção de mais barragens para regadio em Portugal. Repensar a forma como produzimos e consumimos, respeitando os ciclos naturais do solo e da água enquanto medidas essenciais para a conservação dos rios e para superar os efeitos das alterações climáticas, é a proposta do Até à última gota.

Côa Mais Selvagem (Real. João Cosme, Doc. Portugal, 2024, 52 min.)
Côa Mais Selvagem dá a conhecer uma ideia de paisagem muito específica: a vida selvagem em Portugal, nomeadamente a que existe no Grande Vale do Côa. Retratos-macro filmados de forma exuberante, assim como planos de pormenor que funcionam enquanto apontamentos do quotidiano de espécies animais e vegetais que não imaginávamos existirem no país, este documentário de João Cosme ajuda a desconstruir a nossa visão antropocêntrica da vida na Terra.

 

19 fevereiro — 21h30 Sessão Povos, Identidade, Transformações do Território

Ex-tract (Real. Marcel Barelli, Suiça, 2025, 3 min.)
Quando eu era criança, não sabia que estava a viver em tempos de extinção em massa. Inspirado em curtas-metragens políticas dos anos 1960 e animado com recurso à água, Ex-tract constitui uma reflexão sobre a nossa memória e sobre a extinção em curso.

Não Haverá Mais História Sem Nós (Real. Priscilla Brasil, Doc., Brasil, 2024, 1h15)
Submersos no mar de greenwashing que os afoga diariamente, dois pesquisadores amazônicos resolvem denunciar, nesse manifesto em filme, as entranhas do histórico processo de invenção e exploração da floresta como um jardim do éden inesgotável. Entre Munique e Belém, eles revelam como o racismo e o preconceito, do Brasil e do mundo, até hoje se organizam na ideia de um “vazio demográfico” selvagem e incapaz de falar por si.

 

20 fevereiro — 10h00 (escolas) Sessão Especial Animação

Extinta (Real. Yesid Soacha, Colômbia, 2024, 7 min)
Lupe é uma adolescente que se confronta diariamente com a sobrevivência num mundo pós-apocalíptico. Dotada de uma sensibilidade rara para encontrar beleza no incomum, Lupe redescobre a arte e o desenho — expressões esquecidas pela humanidade na sua ânsia de sobreviver. Nessa exploração, Lupe vê-se envolvida num confronto com a atual líder dos humanos, uma mulher austera que governa com mão de ferro. Nessa luta, ela terá de provar aos sobreviventes do que é capaz.

La Petite Ancêtre ( Real. Alexa Tremblay-Fancouer, Canadá, 2024, 11 min.)
Uma casa ancestral constrói-se por si mesma. A casa ganha vida, ergue-se e revela a sua história de 150 anos. Tijolo a tijolo, tábua a tábua, cada ação, pequena ou grande, torna-se sensível. Ao longo das épocas, a casa mostra o passar do tempo, as transformações do seu entorno e a vulnerabilidade face à frenesia imparável das nossas zonas urbanas, evoluindo tranquilamente no coração de uma crescente e agitada cidade que acabará por precipitar o seu fim.

L’Ancien Monde (Real. Owen Archinet, França, 2025, 11 min.)
Certa noite, Joana recebe uma mensagem da sua mãe com uma notícia devastadora. Movida pela urgência, decide rumar até à casa da família, aninhada nas montanhas que a acompanharam durante a sua infância. O regresso, porém, confronta-a com o seu passado e uma presença misteriosa.

Cão Sozinho (Real. Marta Reis Andrade, Portugal/França, 2025, 11 min.)
Um cão foi abandonado na sua própria casa na altura em que o meu avô começou a viver a sua viuvez e eu regressava de Londres, um lugar onde me sentia mais sozinho do que nunca.

Esse é o Bicho (Real. Daniel Neves Montezano, Brasil, 2024, 11 min.)
Misturando imaginação, humor e ciência, “Esse é o Bicho!” convida o público infantil a enxergar com novos olhos os animais que fazem parte do seu dia a dia. Narrado pelos próprios bichos — como formiga, sabiá, capivara, sapo e lagartixa — o filme desperta a curiosidade, promove o afeto pela fauna brasileira e reforça a importância de cultivar desde cedo o cuidado com a natureza que nos cerca.

 

20 fevereiro — 14h30 Sessão Conservação Marinha

Soy Agua (Real. Roser Cusó, Espanha, 2025, 11 min.)
Uma gota de água cai de uma nuvem e encontra uma menina que sofre com os efeitos da seca. Juntas, embarcam numa viagem até ao mar, durante a qual a gota testemunha os impactos da escassez de água e que ameaçam a vida da menina e da sua comunidade

A Clawsome Tale (Real. Lucie Machin, Reino Unido, 2025, 21 min.)
Neste curto e peculiar documentário, mergulhamos no mundo fascinante da Incubadora Nacional de Lagostas de Cornualha no Reino Unido. A Incubadora Nacional de Lagostas foi fundada em 2000 para evitar o colapso das populações de lagosta europeia na região, após situações semelhantes ocorridas na Escandinávia e no Mediterrâneo. Narrado por Lowenna, uma lagosta europeia, o filme apresenta a sua jornada pelo fundo do mar, a captura por um pescador e a chegada ao viveiro. O seu legado continua através da libertação dos seus descendentes no oceano no final do filme. 

Presos na Rede (Real. Nuno Lima, Portugal, 2024, 28 min.)
O mar profundo é toda a área do oceano situada abaixo dos 200 metros de profundidade, onde a luz solar não chega, e é o local mais inacessível na Terra para o ser humano. Apesar de mal o conhecermos, estamos a deixar um rasto de destruição com as nossas redes de arrasto, motivados por uma fome insaciável que tanto prejudica o mar, como o nosso próprio património.

 

20 fevereiro — 21h30 Sessão Clima

Martha (Real. Marcel Barelli, Suiça, 2024, 6 min.)
Um antigo documentário mudo da década de 1910, recentemente recuperado e restaurado, narra a história da pomba-torcaz viajante, a ave mais abundante da Terra, extinta em poucas décadas pela brutalidade humana.

Climate in Therapy (Real. Nathan Grossman, Olof Berglind & Malin Olofsson, Suécia, 2025, 1h04)
Sete cientistas especializados em clima reúnem-se numa sala perdida no tempo e no espaço para uma experiência improvável: uma terapia em círculo sobre a ansiedade que partilham em relação ao clima. Mas poderá a honestidade emocional ser parte da solução? Climate in Therapy é um exercício humorístico, inventivo e, ao mesmo tempo, profundamente sério, onde cientistas especializados em clima se reúnem em terapia de grupo num hotel perdido no tempo e no espaço. 

 

Data

19, Fevereiro 2026

20, Fevereiro 2026

Horário

14H30, 18H30, 21H30

10H00, 14H30, 21H30

Duração

Faixa etária

Preço

entrada gratuita

Local auditório TAGV

Coordenação e programação Luísa Lopes, Miguel Ferreira

Produção Teatro Académico de Gil Vicente 

Em parceria Centre for Functional Ecology – Science for People & the Planet (CFE), Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra, Casa da Esquina, Cátedra UNESCO em Biodiversidade e Conservação para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Coimbra

Apoio CineEco — Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela

Extensão CineEco Seia