02

Mai

Seg


18H00

DURAÇÃO


1h48

Ver Preços

You Can’t Win, Charlie Brown /adiado/

Éric Rohmer ou o Génio do Moderno Cinema Francês — 3º Capítulo

Jeanne apresenta-se como alguém que joga com o desejo, que o domina, que se deixa levar por ele, e que depois o refreia. (Éric Rohmer)

Jeanne tem chaves de dois apartamentos mas vive com a sensação de não ter lugar nenhum onde dormir. Natacha não quer senão partilhar o seu apartamento parisiense que o seu pai, Igor, pouco utiliza. As duas mulheres conhecem-se numa noite em que se sentem ambas deslocadas.
E, no espaço de poucos dias, tornam-se inseparáveis. Natacha, que detesta a namorada do seu pai, veria com bons olhos que Jeanne e Igor se envolvessem.

 

Os Contos das Quatro Estações — Cópias Digitais Restauradas
Profundamente ancorados nos anos 1990, mesmo que se adivinhe a influência capital de La Bruyère, os Contos das Quatro Estações (1990-1998: “Conto de Primavera”, “Conto de Inverno”, “Conto de Verão”, “Conto de Outono” preservam o charme fora de moda e inimitável dos diálogos do cinema de Éric Rohmer, que continua a defender aqui a utilização do som direto.

A utilização parcimoniosa da música, geralmente composta por Jean-Luis Valero, fica enriquecida com a aparição, no genérico, do compositor Sébastien Erms, outro heterónimo do autor, em fusão com o nome de Mary Stephen, que também participa na composição. Este último ciclo, centrado naquilo que faz e desfaz os laços entre as pessoas, ressoa com o conjunto da obra e ilumina-o: os sincronismos, os encontros capitais, as cumplicidades espontâneas, o amor à primeira vista. O espectador é atraído pelo jogo de palavras de personagens complexas que mentem, ou se mentem a si próprias, contradizendo-se constantemente. Há duas personagens muito fortes, que se destacam: Melville Poupoud no Verão, interpretando um jovem com um magnetismo sedutor que se deixa conduzir pelo acaso, e Charlotte Véry, uma das personagens mais grandiosas de todo o panteão rohmeriano, a exasperante sedutora do Inverno que faz a aposta absoluta do amor.
Gabriela Trujillo, Cinémathèque Française

 

Rohmer gosta de variantes subtis no interior de um padrão vagamente predeterminado e é precisamente por isso que faz filmes em série. No interior dos Contos das Quatro Estações, o “Conto de Primavera” ecoa de certa maneira o “Conto de Verão”. Aqui, como no “Conto de Verão”, um homem às voltas com três mulheres, mas trata-se de um adulto e não de um adolescente e a situação não é passageira, de férias. E tudo se situa com a perfeição e o rigor que são a marca do cinema de Rohmer, profundamente enraizadas nas tradições do teatro clássico francês. O filme é como uma “partitura musical, cujos movimentos se sucedem com a mesma precisão geométrica com a que os personagens são dispostos no argumento”. (Giancarlo Zappoli).
Cinemateca Portuguesa

 

Os Contos das Quatro Estações:
Conto de Primavera, Conto de Inverno, Conto de Verão, Conto de Outono

Data

02, Maio 2022

Horário

18H00

Duração

1h48

Faixa etária

M12

Preço

€5
€3,5 

descontos TAGV 

< de 25 anos
estudante
comunidade uc
rede alumni uc
> 65 anos
grupo ≥ 10

desempregado

profissional do espetáculo
parcerias TAGV

Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada.

Os descontos não são acumuláveis
Ao abrigo de protocolos de cooperação institucional entre o TAGV e entidades nacionais e regionais, os seus associados, colaboradores e funcionários beneficiam de condições especiais de acesso aos espetáculos apresentados no TAGV

Bilheteira TAGV 1 hora antes dos espetáculos e 30 minutos antes das sessões de cinema. Encerra 30 minutos após o seu início
+ info bilheteira@tagv.uc.pt

Local auditório TAGV

com Anne Teyssèdre, Hugues Quester, Florence Darel

origem França, 1990

Festival de Berlim 1990 Seleção Oficial Fora de Competição

cópia digital restaurada

ciclo Éric Rohmer ou o Génio do Moderno Cinema Francês — 3º Capítulo. Os Contos das Quatro Estações

estreia e exibição em exclusivo, em Coimbra, no TAGV