o facto parece ser, se é que nesta situação em que estou se pode falar de factos, não somente que vou ter de falar de coisas de que não posso falar, mas também, o que é ainda mais interessante, que eu, o que é ainda mais interessante, que eu… não sei mais, não importa. No entanto sou obrigado a falar. Não me calarei nunca. Nunca. — Samuel Beckett, O Inominável
Corpos Inomináveis parte de uma leitura coreográfica do romance de Samuel Beckett, “O Inominável”, para investigar os limites da liberdade, do em-comum e da linguagem. Um grupo multidisciplinar de performers, com várias raízes culturais, leva-nos até ao palco do teatro, para partilhar um jogo de tensões entre o dito e o não dito, entre o que se vê e o que não se vê, entre o dentro e o fora. Uma peça, em forma de Jam Session, em que o fluxo é feito de movimento, de corpos, de imagens, de palavras, de encontros e desencontros, à volta da pergunta “afinal, o que é ainda Inominável, hoje?”
Mente de Cão é uma companhia de teatro físico criada por Joana Pupo, Pepa Macua e Catarina Sobral. Tem como missão criar propostas artísticas, através da troca de experiências e linguagens. Colabora com artistas de várias nacionalidades e assume um forte compromisso internacional. A criação e a circulação das suas peças são partes de um processo que se sustenta na tríade investigação-criação-formação. Cada projeto é visto como uma forma de interrogar o mundo e de gerar novos encontros. Em 2020/21, conduziram a sua pesquisa sobre a experiência do enraizamento e da migração, para a produção de A GRAVIDADE DE UM PÁSSARO, com Joana Pupo e Pepa Macua, estreada em Setembro, no Teatro da Cerca de São Bernardo. Em 2021/22, a companhia desenvolveu TODAS AS COISAS EXTRAORDINÁRIAS, com Joana Pupo e Jaime Mears, projecto teatral que estabelece uma ponte entre arte e saúde e mental, com especial foco na adolescência. Em 2023/24, a companhia criou ENSAIO PARA A DESORDEM, com Pepa Macua e Juan Fresina Scotto, peça sobre a segunda lei da termodinâmica, com foco nas linguagens do teatro físico e do circo contemporâneo, em cruzamento com a ciência. Em 2024/25, em co-laboração com a Baileia, criámos e apresentamos CURUPIRA TERNURA SELVAGEM, uma peça bilíngue em Português e Língua Gestual Portuguesa, que indaga sobre a questão universal da floresta e a nossa ligação a ela, partindo das linguagens cénicas do teatro, da dança e da música.
Data
18, Setembro 2026
19, Setembro 2026
Horário
14H30
15H00
Duração
1h30
Faixa etária
M12 / Ensino Secundário e Superior, jovens e adultos
Preço
€7
€5
€10 Bilhete Família (máx. 2 adultos / 2 jovens até 12 anos)
< de 25 anos, estudante, comunidade uc, rede alumni uc, > 65 anos, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, pessoa com necessidades específicas, parcerias TAGV
Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada. Os descontos não são acumuláveis
Espetáculo com Audiodescrição Integrada
18 set — 14h30 para grupos organizados (com audiodescrição)
18 set — 21h30 para público em geral (com audiodescrição)
19 set — 19h30 para público em geral (com audiodescrição e LGP)
Local auditório TAGV (lotação limitada)
Co-criação e Performance Inês Gonçalves, Frankão, Jorgette Dumby, Juan Fresina Scotto, Pacas, Pepa Macua
Direção artística Joana Pupo
Direção de produção Catarina Sobral
Colaboração artística e pesquisa coreográfica Maria Ramos
Textos Criação Coletiva
Apoio à dramaturgia Pepa Macua
Apoio à pesquisa cénica na 1ª fase de criação Nadia Yracema, Fábio Nóbrega Vaz, Jaime Mears
Apoio à audiodescrição Catarina Sobral, Inês Gonçalves
Assistência de encenação Marine Arrandon
Desenho de luz e direção técnica Mafalda Oliveira
Desenho de figurino Mafalda Estácio
Elementos de cenografia João Calisto (mesa), V.In (bancos)
Desenho gráfico Eduarda Lima
Fotografia de processo Davide Costa, João Duarte, Pedro Jafuno
Interpretação em Língua Gestual Portuguesa Jéssica Ferreira, Miguel Ralha
Agradecimentos Joana Bértholo, Marta, Tiago Hespanha
Coprodução Teatro Académico de Gil Vicente, Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha e Teatro José Lúcio da Silva
Parceria Instituto Politécnico de Leiria
Este projeto tem o financiamento República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / DGArtes, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação GDA
Com o apoio Centro de Experimentação Artística da Moita, c.e.m. – centro em movimento, do Polo Cultural Gaivotas-Boavista, Centro de Artes das Caldas da Rainha, Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, Teatro da Rainha e Biblioteca de Marvila
Apoio à investigação Estúdios Vitor Córdon
Fotografia Pedro Jafuno