27

Mar

Dom


19H00

DURAÇÃO


1h00

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A Criação Acidental

De Elmano Sancho

Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de Damas da Noite: os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cléopâtre, mas nasceu um menino. Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante do transformismo para erguer essa figura e descobrir, com a cumplicidade das drag queens Lexa BlacK e Filha da Mãe, o que Cléopâtre tem a dizer ao mundo

Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expetativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de “Damas da Noite”: os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cléopâtre, mas nasceu um menino. O encenador pretende assim dar vida a esse outro desejado de si mesmo, como se este fosse uma espécie de duplo e existisse numa realidade paralela que “Damas da Noite” encena. Para erguer essa figura ficcionada chamada Cléopâtre, Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. São “flores que abrem de noite”, intérpretes de uma transformação “pautada pela transgressão, o desconforto, a ambiguidade, a brutalidade dos corpos e a violência das emoções”. Através dessa interpretação paradoxal da diferença, “Damas da Noite” explora a presença ou ausência de fronteiras entre realidade e ficção, ator e personagem, homem e mulher, teatro e performance, tragédia e comédia, original e cópia, interior e exterior, dia e noite. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluida, “rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos.

Data

27, Março 2022

Horário

19H00

Duração

1h00

Faixa etária

M16

Preço

€1 preço especial Dia Mundial do Teatro

Bilheteira TAGV 1 hora antes dos espetáculos e 30 minutos antes das sessões de cinema. Encerra 30 minutos após o seu início

+ info bilheteira@tagv.uc.pt

Local auditório TAGV

texto e encenação Elmano Sancho

interpretação Elmano Sancho, Dennis Correia ama Lexa BlacK, Pedro Simões aka Filha da Mãe

espaço cénico Samantha Silva

desenho de luz Alexandre Coelho

fotografia Sofia Berberan 

assistência de encenação Paulo Lage

figurino de Elmano Sancho Olga Amorim

figurino de Filha da Mãe Guilherme Gamito

figurino de Lexa BlacK Dennis Correia João Maria Oom

produção executiva Nuno Pratas

coprodução Teatro Nacional D. Maria II, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Culturproject, Loup Solitaire, Teatro Nacional São João

parcerias Abraço, Acegis, Associação Plano I

projeto financiado República Portuguesa – Ministério da Cultura/DGArtes

fotografia Filipe Ferreira