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18H30

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Duas Horas na Vida de uma Mulher

Ciclo Grande Retrospectiva Agnès Varda

um dos melhores filmes de Agnès Varda, cineasta belga radicada em França, e um dos mais emblemáticos da Nouvelle Vague

Enquanto espera ansiosamente pelos resultados de um exame médico, Cléo, uma cantora, deambula pelas ruas de Paris. No caminho, encontra-se com o seu amante, o seu compositor, a sua amiga Dorotheé e com um soldado prestes a ser destacado. Nesta crónica dos minutos da vida de uma mulher, Varda captura a Paris dos anos 60 de forma eloquente, entre a vérité vívida e o melodrama. Um dos filmes mais emblemáticos da Nouvelle Vague, permanece até hoje tão vibrante como em 1962.

Agnès Varda foi uma mulher e uma artista com uma curiosidade sem igual e uma imensa liberdade, precursora da Nouvelle Vague e uma das poucas da sua geração a fazer carreira como realizadora. Prolífica e infatigável, generosa e versátil, visionária, filmava e estava ao mesmo tempo dentro dos seus filmes, e ao longo de seis décadas, com o seu olhar único, fez obras de uma grande originalidade, reinventando o cinema e acabando por se tornar um ícone, cuja obra continua a influenciar novas gerações de cineastas e artistas.
Recebeu vários prémios, entre eles o Louis Delluc e os Cesars, ou nos festivais de Cannes (onde seria também galardoada com uma Palma de Ouro honorária em 2015), Berlim e Locarno, nos European Film Awards e, em 2017, um Óscar à sua carreira.
A sua primeira longa, La Pointe courte (1954), representou, naquele tempo, como a própria Agnès reconheceria, a primeira manifestação de um fenómeno colectivo, de um movimento que, de qualquer forma, teria de aparecer. Uma década mais tarde, e depois de nos ter dados filmes icónicos como Cléo de 5 à 7 (1961), mudou-se, com Jacques Demy, o seu marido, para LA, e aí viveriam vários anos. Enquanto Paris começava a fervilhar com os acontecimentos do Maio de 68, do outro lado do Atlântico, Varda captava, em algumas das suas obras mais marcantes do seu “período americano” como Black Panthers (1968) e Lions Love (… and Lies) (1969), a cultura hippie e a agitação das lutas políticas.
Já de novo em França, dar-nos-ia obras-primas como Sem Eira nem Beira (1985), Os Respigadores e a Respigadora (2000), ou As Praias de Agnès (2008).
Nesta operação conjunta entre a Leopardo Filmes e a Medeia Filmes, veremos a partir de 30 de Julho, e ao longo dos meses de Agosto e Setembro, no cinema Medeia Nimas, 36 filmes de Agnès Varda em novas cópias digitais restauradas: 20 longas-metragens (9 de ficção e 11 documentários), e 16 curtas, entre os seus grandes títulos e várias pérolas reencontradas.
Como diz Scorsese: “Têm (temos] de ver os filmes de Agnès Varda!”
— Medeia Filmes

Data

07, Setembro 2026

Horário

18H30

Duração

1h26

Faixa etária

M12

Preço

€6

€4

< de 25 anos, estudante, comunidade uc, rede alumni uc, > 65 anos, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, pessoa com necessidades específicas, parcerias TAGV

Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada. Os descontos não são acumuláveis

Local auditório TAGV

Origem França, 1961 (estreia 11.04.1962) Título original Cléo de 5 à 7 Com Corinne Marchand, Antoine Bourseiller, Dominique Davray, Dorothée Blank Festival de Cannes 1962 Selecção Oficial em Competição

Cópia restaurada Ciclo Grande Retrospectiva Agnès Varda

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