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END

Festival Encontros de Novas Dramaturgias ’17

Uma programação que aposta na dramaturgia portuguesa e no lugar que o autor ocupa em cada criação

2017 assinala a 3ª edição dos Encontros de Novas Dramaturgias (END), que se junta novamente ao Teatro Académico de Gil Vicente, em articulação com outras estruturas culturais da cidade de Coimbra, para divulgar e pensar o lugar da literatura, do texto teatral, numa diversidade de dispositivos e de géneros cénicos.

À semelhança da 2ª edição do Festival END, esta nova edição regressa agora com uma programação que junta seminários, conversas, debates, leituras e apresentações de espetáculos que se norteiam por uma aposta clara na dramaturgia portuguesa e no lugar que o autor (vivo) ocupa em cada criação. Esta 3ª Edição prolonga o desejo de dar enfoque à escrita para teatro e aos seus autores, dando a ver e a ouvir as singularidades que compõem a cena contemporânea portuguesa. Subjaz a qualquer texto de cena uma autoria (individual ou plural) que defende e apresenta uma ideia de teatro, de palco, um estilo de escrita, uma noção de passado e presente em que se inscreve (e que reivindica a cada fala), assim como uma visão do dizer e do mundo.

Ao longo de três dias, os Encontros de Novas Dramaturgias apresentam assim os mais recentes trabalhos de autores portugueses através de diversos formatos. Nos seminários ESCREVER PARA QUE PELE?, Miguel Graça, Cláudia Lucas Chéu e Ricardo Neves-Neves contam-nos como escrevem e porque escrevem, entregando-nos assim as suas motivações fundamentais no que diz respeito a este meio de comunicação ambíguo, processado, que desemboca num palco que transforma a escrita e que, por isso, a coloca em crise.

Para pensar a escrita e a dramaturgia no ensino das artes performativas, Rui Pina Coelho (flul, Lisboa), dramaturgo e professor, modera uma conversa com colegas de profissão como Armando Nascimento Rosa (ESTC, Lisboa), Carlos Costa (FLUC, Coimbra), Jorge Palinhos (ESAP, Porto/IPB, Bragança) e Miguel Castro Caldas (ESAD.CR, Caldas da Rainha). Ainda, para continuar a pensar a escrita para teatro, José Maria Vieira Mendes, à conversa com Fernando Matos Oliveira, apresenta o seu ensaio UMA COISA NÃO É OUTRA COISA onde questiona as tensões antigas entre duas artes: literatura dramática e teatro.

O Festival END é também o espaço para (re)descobrirmos textos na sua forma mais despojada – a leitura. Assim, Cláudia Lucas Chéu apresenta VENENO com Albano Jerónimo o seu mais recente texto para teatro, enquanto Miguel Graça nos dá a conhecer o seu LUGARES#1. Do seu lado, Rui Pina Coelho apresenta-nos a primeira edição em livro do projeto que coordena, promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II — LABORATÓRIO DE ESCRITA PARA TEATRO, que pretende ser um espaço para que novos dramaturgos possam exercer e pensar a sua prática de escrita. Para além de contarmos com a presença dos autores que integram a segunda edição do LABORATÓRIO DE ESCRITA PARA TEATRO, os seus textos vão ser lidos pela primeira vez: O SONO É GRANDE de Cecília Ferreira, OS LUGARES DE ONDE VEMOS SENTADOS de Fernando Giestas, RATOS de Isabel Milhanas e TREVA de Sabrina Marques.

Em jeito de homenagem, o END oferece um espaço a Ruben A. (1920 — 1975), escritor português incontornável, com produção literária que se inscreve na segunda metade do século XX. Assim, propomos a leitura, dirigida por Ricardo Correia, de JÚLIA (1963), uma reescrita livre de COCKTAIL PARTY de T. S. Eliot, apresentada por Nascimento Rosa, responsável pelo prefácio do livro que reúne JÚLIA, TRIÁLOGO e RELATO 1453, publicado em 2007 pela Assírio & Alvim.

A programação do Festival integra também a apresentação dos últimos espetáculos escritos, dirigidos e, por vezes, interpretados pelos próprios dramaturgos que se assumem, assim, já não numa dicotomia autor-encenador, mas numa visão mais lata como autores de espetáculo. O END apresenta as duas primeiras experiências de encenação dos autores Mickaël de Oliveira, com A CONSTITUIÇÃO, e Miguel Castro Caldas com SE EU VIVESSE, TU MORRIAS. Ainda ROMANCE, o solo de Lígia Soares, ou o espetáculo IN THE FALL THE FOX, E NA QUEDA RAPOSAR de Sónia Baptista. Pedro Penim regressa igualmente à sua pesquisa pessoal sobre as novas “mitologias” dos lugares e identidades, explorando desta vez geografias do território nacional, em ANTES, que encerra o Festival.

Ainda no âmbito do END e à semelhança das demais edições, a programação inclui um projeto que pretende estabelecer uma ponte entre a reflexão e produção contemporâneas de teatro em língua portuguesa e as várias escolas do ensino superior e técnico que se dedicam ao ensino das artes de palco. Essa ponte transformou-se numa iniciativa que tem por nome a ESCOLA DO ESPECTADOR EMANCIPADO e que consiste no convite a dois alunos e um professor de instituições de ensino de todo o país a assistir a toda a programação, assim aproximando os estudantes de arte aos “fazedores” da dramaturgia contemporânea.

3 dias, 3 seminários, 7 leituras encenadas, 2 apresentações de livros, 2 conversas, 5 espetáculos.

Data

27, Março 2017

29, Março

Horário

11H00
22H00

Duração

Faixa etária

Preço

Direção artística Mickaël de Oliveira

Direção de produção Elisabete Cardoso

Apoio à produção Pedro Melim

Direção de comunicação Marisa Santos

Apoio à comunicação Catarina Pinto, Inês Duarte

Produção executiva e coordenação do projeto Escola do Espectador Emancipado Cláudia Morais

Direção técnica Filipe Silva

Produção Colectivo 84

Coprodução Colectivo 84 e Teatro Académico de Gil Vicente

Apoio Ministério da Cultura / DGArtes

Parcerias Agência de Promoção da Baixa de Coimbra, Café Teatro TAGV, Câmara Municipal de Coimbra, Casa da Escrita, Casa da Esquina, Casa de São Bento, Colégio das Artes, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra/Casa das Caldeiras, NS Hostel, Teatro Nacional D. Maria II, Universidade de Coimbra, Corps de Textes, EURODRAM

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