05

Mai

20

Mai

Ter


13H00
23H00

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Raphael Ghanem

i5 — Festival de Vídeo Escolar

desafiar os jovens criadores a mapear o presente com os olhos bem abertos. Olhar, refletir, incluir: não como etapas lineares, mas como um só movimento de relação e pertença

Na sua quarta edição, o Festival i5 é atravessado por uma profunda ética do olhar. Olhar o outro, refletir sobre ele, incluir a sua presença e a sua diferença — eis o triplo gesto que se pretende estrutural e desafiador.

Este “outro” que se pretende convocar não é o próximo imediato, mas a realidade ampla de um mundo em expansão — geográfica, cultural e emocional. 

Um olhar movido pela curiosidade, pela crítica, mas também pela abertura. Que não se limita à superfície dos territórios ou dos povos: mergulha na essência daquilo que é diferente. 

E é neste ponto que se revela algo essencial — ao incluirmos o outro, a sua diferença, também nos transformamos e passamos a habitar um mundo mais vasto, complexo e humano.

Refletir, neste contexto, é interrogar o que somos à luz do outro. É deslocar certezas, rever valores, questionar narrativas de poder e destino. Um olhar que atravessa fronteiras e que observa, e ao observar, pensa e ao pensar, integra. E integrar é também uma viagem interior, uma travessia da consciência e das relações.

É da reflexão que nasce a possibilidade de inclusão — não uma assimilação forçada, mas o reconhecimento da dignidade e da humanidade do outro. A identidade é uma substância relacional: somos à medida que vemos, pensamos e integramos. Ao incluir o outro, também nos incluímos; ao pertencermos, tornamo-nos pertença.

Incluir é aceitar a pluralidade. É construir um espaço de partilha e de escuta mútua. Uma epopeia mais profunda em que, ao encontrar o outro, nos reconfiguramos. 

Vivemos rodeados de imagens rápidas, consumidas sem permanência. O mundo é frequentemente visto, mas raramente observado. Mistérios do Olhar propõe, por isso, uma contra navegação: olhar demoradamente, escutar o que está para além da superfície, identificar o que permanece à margem ou se perde no ruído. Auscultar o seu mistério.

O Mistério, o invisível, pode ser um corpo ignorado, uma história não contada, uma presença silenciosa. É aí que a criação artística se torna essencial — não como mera representação, mas como ferramenta de revelação, de cuidado, de escuta ativa.

Propomo-nos, através deste projeto, desafiar os jovens criadores a mapear o presente com os olhos bem abertos. Olhar, refletir, incluir: não como etapas lineares, mas como um só movimento de relação e pertença.

—José Vieira, Associação Videolab

Data

05 - 20, Maio 2026

Horário

13H00, 23H00

Duração

Faixa etária

todos os públicos

Preço

entrada livre

Local Café Teatro

Organização i5 — Festival de Vídeo Escolar Associação Videolab

Parceria Escola Secundária Avelar Brotero, Quinta das Flores, José Falcão, AE Eugénio de Castro, AE Coimbra Centro, AE Coimbra Sul, AE Coimbra Oeste

Apoio Casa da Esquina, Centro Cultural Penedo da Saudade, Teatro Académico de Gil Vicente 

Exposição integrada i5 — Festival de Vídeo Escolar / Associação Videolab

Fotografia divulgação Madalena Reis

 

i5 — Festival de Vídeo Escolar no TAGV

Oficina de fotografia com João Duarte 4 maio 10h30

Mostra de vídeos Camões 500 (Parceria PNA / Universidade de Coimbra / TAGV) 20 maio — 10h30 / 14h30

Mostra de vídeos selecionados pelo Júri Seleção de Tiago Cerveira, Gonçalo Barros, Sérgio Gomes 20 maio — 21h30 

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​​Ana Garcia Martins