trazemos a rua, o passado e o futuro, em limbos de mantras e tambores. ONYX é um exército onírico de vácuo e presença, onde se apagam as fronteiras entre a intervenção política e social, e se cria um espaço carregado de silêncio, ruído, informação não linear, peso e flutuação do tempo
A prática destes corpos é tão encantada quanto brutal. Há uma ancestralidade de um futuro potente. É poético e tem prazer. Há calma e um caos meteórico, uma partilha de arquivos pessoais e fantasias em que a pele não é uma fronteira, mas sim um veículo. Trazemos a rua, o passado e o futuro, em limbos de mantras e tambores. ONYX é um exército onírico de vácuo e presença, onde se apagam as fronteiras entre a intervenção política e social, e se cria um espaço carregado de silêncio, ruído, informação não linear, peso e flutuação do tempo. Falamos através de corpos habitados por danças de resistência, histórias familiares de migração e, suavemente, cruzamos ritual, performance, erotismo, luta e fantasia onírico-política. Navegamos com fluidez entre géneros e reconstruímos linguagens de danças de rua e clubbing, como uma evocação da sua futura ancestralidade. Do hip hop ao vogue, culturas que nos habitam no mundo real, são evocados aqui. São as nossas armas. Também as palavras que trocamos e gritamos entre samples de tantas músicas que também nos criaram. Como se o corpo não fosse um limite, como se a história não estivesse cheia de ausências, com a certeza de que a imaginação é absolutamente essencial. A revolução pode estar, de facto, na capacidade de imaginar. Antes, durante e depois da ação.
Piny acredita numa criação artística livre e numa pesquisa cruzada entre a academia e a informalidade. É bailarina, performer, coreógrafa, pesquisadora e professora. Natural de Lisboa de ascendência portuguesa e angolana, formou-se em Arquitectura e Dança Contemporânea. Em 1999, começou a estudar danças do Norte de África e suas fusões contemporâneas, e desde 2006 também se dedica à cultura Hip Hop, Clubbing e Ballroom. Desenvolve o seu percurso entre a interpretação, criação e curadoria.
Partindo de um interesse comum pela dança contemporânea e reconhecendo o lugar central que a dança ocupa na renovação da linguagem das artes performativas nas últimas décadas, a Câmara Municipal de Coimbra / Convento São Francisco e a Universidade de Coimbra / Teatro Académico de Gil Vicente promovem a organização conjunta de Abril Dança Coimbra, uma iniciativa que tem em 2016 a sua primeira edição e que a prazo se propõe envolver a cidade, mobilizando vários espaços, parcerias, formas de expressão e assumindo uma dimensão nacional de referência.
Data
02, Abril 2026
Horário
21H30
Duração
50 min.
Faixa etária
M6
Preço
€7
€5
< de 25 anos, estudante, comunidade uc, rede alumni uc, > 65 anos, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, pessoa com necessidades específicas, parcerias TAGV
Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada. Os descontos não são acumuláveis
Local TAGV
Criação, figurinos, texto Piny
Co-criação de movimento, texto André Cabral
Interpretação André Cabral, Lua Aurora
Desenho de som Carincur, Leo Soulflow
Desenho de luz João Pedro Fonseca
Adaptação e operação de luz Cárin Geada
Operação de legendas Rita Mendes
Entrevistas com Carla Sousa (mãe de Piny) e Marta Cabral (mãe de André Cabral)
Produção, difusão artista acompanhada pela Materiais Diversos, 2026–2028
Coprodução DDD — Festival Dias da Dança, TBA – Teatro do Bairro Alto, Materiais Diversos, Teatro Aveirense – Câmara Municipal de Aveiro, Rota Clandestina
Coprodução em residência Materiais Diversos & Grand Studio (BE), O Espaço do Tempo no âmbito do programa Artista Associada
Apoio em residência Alkantara, TBA — Teatro do Bairro Alto, Estúdios Victor Cordon, Jazzy Dance Studios
Fotografia Alípio Padilha
*O espetáculo tem texto falado em português e inglês com legendas em português e inglês
Organização Festival Abril Dança Coimbra Teatro Académico de Gil Vicente, Câmara Municipal de Coimbra/Convento São Francisco