27

Mai

Qua


18H30

DURAÇÃO


2h00

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Raphael Ghanem

Curadoria e mediação Fabrina Martinez e Iuri Lopes

a proposta é ler um livro por mês e, na última quarta-feira de cada mês, preferencialmente, encontramo-nos no TAGV

O ciclo Leituras Indisciplinadas Queer nasce como um espaço de encontro, partilha e presença. A cada sessão, abrimos um território coletivo onde a literatura se torna ferramenta de cuidado, reflexão e afirmação de existências.

O nosso propósito é simples e, ao mesmo tempo, profundo: ler e reler o mundo a partir de vozes queer, reconhecendo a riqueza de experiências que muitas vezes são silenciadas ou marginalizadas. Cada texto escolhido não é apenas literatura, é também memória, resistência e possibilidade de imaginar futuros.

A curadoria e a mediação são conduzidas por Fabrina Martinez e Iuri Lopes, ambas doutorandas em Estudos Feministas da Faculdade de Letras e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Propõem obras de autoria queer ou que abordem a diversidade sexual e de género, convidando a um diálogo aberto, crítico e afetivo. Mais do que discutir livros, criamos um cuidado coletivo: a proposta de um espaço mais seguro e vivo, onde diferentes interpretações se cruzam e se fortalecem mutuamente.

O ciclo afirma-se como gesto político e cultural, dando visibilidade à pluralidade de narrativas e ao direito de todas as pessoas existirem em plenitude. Ler é também ocupar espaço e celebrar a presença.

A proposta é ler um livro por mês e, na última quarta-feira de cada mês, preferencialmente, encontramo-nos no TAGV. Não precisam de ter lido o livro para participarem. A inscrição é gratuita e deve ser feita através de formulário.

Sempre que possível, as pessoas inscritas receberão cópias ou excertos dos textos selecionados por email.
Nos primeiros encontros, os livros serão sugeridos pelas curadoras do ciclo, sendo divulgados nas sessões e na página e redes sociais do TAGV.

Ao longo do ciclo, há Oficinas Indisciplinadas, mediadas por pessoas artistas convidadas que compartilham conhecimentos e experiências para proporcionar formas de existir por e pela arte que praticam, em ações coletivas que geram fanzines e ativações de performances. 

A Palavra que Resta, de Stênio Gardel, é um romance que narra a trajetória de Raimundo, um homem homossexual e analfabeto de 71 anos que decide aprender a ler para finalmente descobrir o conteúdo de uma carta deixada por Cícero. O romance entre os dois, vivido em segredo na adolescência, é brutalmente interrompido após ser descoberto pelas famílias de ambos, resultando na fuga de Cícero e na repressão violenta a Raimundo. Proibido de estudar, ele cresce na roça, foge de casa e leva a carta com ele por mais de 50 anos. Incentivado por Suzzanný, uma travesti, decide enfrentar o passado. Ao longo da história, Raimundo enfrenta traumas, violência e homofobia, e transforma-se num homem autodestrutivo. A obra foi premiada com o National Book Award na categoria de livros traduzidos.

Data

27, Maio 2026

Horário

18H30

Duração

2h00

Faixa etária

todos os públicos

Preço

entrada gratuita

A inscrição é gratuita e deve ser feita através de formulário

Local Café Teatro

Curadoria, mediação Fabrina Martinez, Iuri Lopes

Proposta de leitura em maio A Palavra que Resta, Stênio Gardel

Fotografia Sofia Martins