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Set

Seg


21H30

DURAÇÃO


3h59

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Ludwig — Luís da Baviera

Ciclo Retrospetiva Luchino Visconti

quero que no meu epitáfio se escreva: Adorava Shakespeare, Tchekov e Verdi. Verdi e o melodrama italiano foram o meu primeiro amor. Quase sempre a minha obra emana o cheiro do melodrama, seja nos filmes, seja nas encenações teatrais. Têm-me reprovado por isso, mas para mim trata-se de um cumprimento — Luchino Visconti

O filme segue a história de Ludwig II (Helmut Berger, com uma semelhança perturbadora com o rei) desde que, aos 18 anos, acedeu ao trono, até à sua morte. O enamoramento pela sua prima Sissi da Áustria (Romy Schneider, maravilhosa), a paixão pela arte e pela beleza, a poesia, a música, os seus sonhos e as suas fraquezas. Quatro horas de puro prazer e volúpia, que Olivier Assayas descreveu assim: O Ludwig de Visconti entra de imediato na categoria de filmes maiores que o cinema, mais audaciosos que a sua época e cuja existência é um desafio ao prosaísmo do quotidiano, e ao materialismo do século.

É uma obra maior entre as obras maiores de Visconti e vamos ter a oportunidade de a ver pela primeira vez na versão integral, num sublime restauro digital. O filme segue a história de Ludwig II (Helmut Berger, com uma semelhança perturbadora com o rei) desde que, aos 18 anos, acedeu ao trono, até à sua morte. O enamoramento pela sua prima Sissi da Áustria (Romy Schneider, maravilhosa), a paixão pela arte e pela beleza, a poesia, a música, os seus sonhos e as suas fraquezas. Quatro horas de puro prazer e volúpia, que Olivier Assayas descreveu assim: “O Ludwig de Visconti entra de imediato na categoria de filmes maiores que o cinema, mais audaciosos que a sua época e cuja existência é um desafio ao prosaísmo do quotidiano, e ao materialismo do século.”

Luchino Visconti di Modrone nasceu em Milão a 2 de Novembro de 1906, no seio de uma família nobre (o seu título viria a ser Conde de Lonate Pozzolo), algo que, desde muito cedo, lhe permitiu ter uma ligação forte ao mundo das artes. Nos anos 30, mudou-se para França, onde, graças à sua amizade com a estilista Coco Chanel, conheceu o realizador Jean Renoir. Foi através dele que Visconti entrou no mundo do cinema, enquanto seu assistente de realização em Toni (1935), Passeio ao Campo (1936), O Mundo do Vício (1936) e Tosca (1941), este último completado por Carl Koch depois de Renoir fugir devido à guerra. A partir de 1940, ligou-se ao grupo do jornal Cinema e resolveu fazer os seus próprios filmes, tendo vendido algumas jóias de família para financiar o primeiro, Obsessão (1943). Considerado um dos primeiros exemplos do neo-realismo, o filme chocou com a Itália fascista (o filho de Benito Mussolini, Vittorio, editor do jornal Cinema, terá gritado “Isto não é a Itália!” na estreia do filme) e foi censurado, só voltando a ser exibido em Maio de 1945. Visconti fez parte da resistência contra o fascismo, emprestando o seu palácio e participando em acções armadas, algo que levou à sua detenção por parte da Gestapo. No âmbito de uma encomenda do Partido Comunista Italiano, já depois da libertação de Itália, realizou a sua segunda longa-metragem, A Terra Treme (1948). Este filme sobre uma família de pescadores, filmado completamente no local (Aci Trezza, na Sicília), com um elenco de não-actores, é considerado uma das maiores obras, não só do neo-realismo, mas de todo o cinema italiano. O seu filme seguinte, Belíssima, continuou nesta senda. Em 1954, com Sentimento, encontram-se os sinais de uma nova fase na sua carreira, pautada pelo melodrama e um estilo intimista, com narrativas mais pessoais (Rocco e os Seus Irmãos, em 1960, seria um regresso ao neo-realismo), que se afirmaria a partir da década de 1960, com obras-primas como O Leopardo (1963); Os Malditos (1969), que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Argumento Original; Morte em Veneza (1971); Ludwig – Luís da Baviera (1972); Violência e Paixão (1974) e O Intruso (1976), o seu último filme, estreado depois da sua morte a 17 de Março de 1976, na sequência de um ataque cardíaco (um primeiro ataque cardíaco em 1972 deixou-o debilitado e os seus dois últimos filmes foram realizados numa cadeira de rodas). Épicos sobre as mudanças dos tempos, a decadência e a morte, beleza e sexualidade, olhares incisivos sobre a sociedade italiana, cimentaram o lugar de Luchino Visconti como um dos nomes maiores do cinema italiano e de toda a história do cinema.
— Medeia Filmes

Data

14, Setembro 2026

Horário

21H30

Duração

3h59

Faixa etária

M12

Preço

€6

€4

< de 25 anos, estudante, comunidade uc, rede alumni uc, > 65 anos, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, pessoa com necessidades específicas, parcerias TAGV

Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada. Os descontos não são acumuláveis

Local auditório TAGV

Origem França, Itália, Alemanha, 1973

Com Helmut Berger, Silvana Mangano, Romy Schneider, Trevor Howard

Prémios David di Donatello 1973 – Melhor Filme, Melhor Realização, Prémio Especial (Helmut Berger)

Cópia restaurada / versão integral

Ciclo Retrospetiva Luchino Visconti

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Cinema

Elisa