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Out

Seg


21H00

DURAÇÃO


1h55

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Pedro, o Louco

De Jean-Luc Godard

Marianne e Ferdinand em fuga de Paris em direção ao Mediterrâneo, levados numa corrida fatal para a morte. Uma história de amour fou que fez descobrir o cinema a uma geração

Anna Karina e Jean-Paul Belmondo são Marianne e Ferdinand (a quem Marianne teima em chamar Pierrot), dois amantes em fuga, unidos numa viagem espiritual plena de nuances. Uma sinfonia do caos, Pedro, o Louco é o tributo de Godard ao cinema e, ao mesmo tempo, uma despedida do cinema, o elo de ligação entre os seus filmes iniciais e os filmes políticos que realizará mais tarde.

Desesperadamente romântico, iconoclasta e solitário, “Pedro, o Louco” impõe-se como a obra-súmula de toda a primeira fase da obra de Jean-Luc Godard. Um homem (Jean-Paul Belmondo) abandona mulher e filhos para fugir com uma desconhecida (Anna Karina) pela França fora. Mais do que nunca, é um filme voraz e em êxtase, que parece disponível para integrar tudo e onde é impossível prever o plano seguinte. Mosaico de formas e cores (o azul da tinta no rosto de Belmondo contra o vermelho do dinamite) pronto a explodir, assombrado por um magma sonoro polifónico e musical, o lirismo extremo de “Pedro, o Louco” remete para o mais persistente tema godardiano: o desejo e a impossibilidade da formação de um par. Um homem e uma mulher, o céu e o mar à volta deles, o cinema como frágil utopia para unir todas as matérias.
Público

Jean-Luc Godard é indiscutivelmente o cineasta cujo pensamento e obra fílmica mais influências exerceram (e mais análise teórica e crítica suscitaram, sendo que o seu efeito incalculável se prolonga) sobre o cinema moderno e outros domínios artísticos. Com um percurso feito em vários andamentos – dos princípios defendidos nos tempos de crítico nos Cahiers du Cinéma, passados ao ato na estética da Nouvelle Vague, de que foi figura de proa (com o seminal À Bout de Souffle a abrir um conjunto de títulos igualmente marcantes, como Viver a sua Vida, O Desprezo, Pedro, o Louco, Made in U.S.A. ou o cáustico Week-End, onde se declara o fim do próprio cinema), aos experimentais filmes-ensaio recentes (Filme Socialismo e Adeus à Linguagem), passando pelo período mais radical (o do Grupo Dziga Vertov), estética e politicamente – Godard ergueu um corpo de trabalho imenso e desafiador. A sua obra, profundamente reflexiva, plena de citações, referências ou alusões de várias origens (cinematográficas, literárias, musicais, filosóficas, científicas, de teoria política), capaz de fundir alta e baixa cultura, trabalhando de forma inovadora as imagens de arquivo, o vídeo (toda a produção da SonImage, a companhia que fundou com Anne-Marie Miéville em 1972 é um pequeno mundo a descobrir) e o 3D, interpela a História (e a história do cinema, com um clímax no monumental História(s) do Cinema), os traumas do nosso tempo e a linguagem (e os seus limites) com que (não) comunicamos, sempre com uma assinatura absolutamente inconfundível.

Data

24, Outubro 2022

Horário

21H00

Duração

1h55

Faixa etária

M12

Preço

€5

€3,5 

descontos TAGV

< de 25 anos, estudante, comunidade uc, rede alumni uc, > 65 anos, grupo ≥ 10, desempregado, profissional do espetáculo, parcerias TAGV

Os bilhetes com desconto são pessoais e intransmissíveis e obrigam à identificação na entrada quando solicitada. Os descontos não são acumuláveis

Local auditório TAGV

com Jean-Paul Belmondo, Anna Karina, Dirk Sanders

origem França, Itália, 1965

Festival de Veneza

cópia digital restaurada

estreia e exibição em exclusivo, em Coimbra, no TAGV

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Cinema

23.ª Festa do Cinema Francês