nestas conversas, mais do que impor uma leitura imperativa e carregada de urgência, a expressão é preciso abre espaço à manifestação pessoal de formas de compreender o mundo e o nosso lugar nele. Porque é preciso fazer alguma coisa. Ou pode ser preciso se. E, afinal, talvez não fosse preciso nada
Ciclo de conversas mensais, preferencialmente na última quinta-feira de cada mês, cuja premissa assenta em ter à mesa duas pessoas de contextos diversos. Ao par de convidados é apenas pedido que pense, antecipadamente, na primeira resposta, que surgirá na sequência da pergunta: o que é que é preciso? Nestas conversas, mais do que impor uma leitura imperativa e carregada de urgência, a expressão “é preciso” abre espaço à manifestação pessoal de formas de compreender o mundo e o nosso lugar nele. Porque é preciso fazer alguma coisa. Ou pode ser preciso se. E, afinal, talvez não fosse preciso nada. Queremos desenhar cartografias de vida. Da que vivemos. Ou da vida desejada. Ou a vida possível. Porque o que é preciso nem sempre é o que é possível. As conversas ocorrem, alternadamente, no Semente Atelier e no Teatro Académico de Gil Vicente e são potenciadas pela participação do público, tendencialmente preciso em diálogo, listas e jogos de minúcia.
Henriqueta Oliveira licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade do Porto e iniciou a sua carreira como docente do Ensino Básico em 1980. Integrou e dinamizou diversos projetos de natureza pedagógica, associativa, cultural e cívica, tendo também exercido cargos de gestão escolar e de gestão autárquica durante 20 anos. É coautora do álbum ilustrado Com três novelos – o mundo dá muitas voltas, a convite da editora Planeta Tangerina, obra que integra o Plano Nacional de Leitura e que teve a chancela da Amnistia Internacional, e do álbum “Menina”, a convite da AKTO, no âmbito de um projeto de combate à Mutilação Genital Feminina. Atualmente é professora no Agrupamento de Escolas Coimbra Sul.
Manuel Maria Val-do-Rio millennial conimbricense privilegiado, romântico por natureza e crente por inconformismo. Pensa glocal, vive ao triplo da velocidade e acredita que as boas ideias continuam a ser uma força material de transformação. Habita entre diferentes cidades e contextos, mudando sazonalmente de pouso, cruzando criação e intervenção social. Move-se por projetos com impacto, valoriza a aprendizagem contínua e o pensamento crítico e procura coerência entre o que pensa e o que faz.
Data
25, Junho 2026
Horário
18H30
Duração
1h00
Faixa etária
todos os públicos
Preço
entrada gratuita
Local TAGV
Convidados Henriqueta Oliveira, Manuel Maria Val-do-Rio
Moderação Inês Moura, Sílvio Correia Santos
Fotografia João Duarte