13

Mai

Qua


21H30

DURAÇÃO


1h00

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Raphael Ghanem

interDito

(un)dress. (a)dress
... N.o foi de minha vontade – p.r-me a trope.ar pelas ruas, entrar s. para um respiro na
velha capela onde ele tocava, e assim me cair de amores por ele. (Magda Jord.o)

Este espetáculo foi encenado em torno de uma história de um casamento desmanchado, de um
vestido de noiva escolhido e comprado e que nunca chegou a ser utilizado. Símbolo de
expetativas logradas, resvala da idealização para o vazio e a perda. Perdeu-se o momento. A dessincronia levaria a que a possibilidade do encontro belo não se realizasse. Em grego clássico a palavra para bonito ou belo é ὡραῖος, hōraios, um adjetivo que vem da palavra ὥρα, hōra, que significa “hora”. No grego, a beleza, então, era associada a “estar na sua hora/no seu momento”. Nas palavras de Fernando Pessoa in Livro do Desassossego: O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspeto da criatura, por eles vestida´. A encenação coreográfica foi coletivamente construída a partir do objeto vestido de noiva, em que atores/bailarinos vestem e despem os seus preconceitos e as suas mágoas. Símbolo de expetativas logradas, o enredo resvala da idealização e do desejo para o vazio e a perda. A perda do momento, do ideal “faz surgir o corpo real da pessoa, em que o vestimos”.

Realizada desde 2012, em organização conjunta entre o TAGV e o CITAC, GEFAC, TEUC e Thíasos, a MTU propõe-se dar palco às mais recentes experiências cénicas e dramatúrgicas desenvolvidas no âmbito da Academia de Coimbra.

Data

13, Maio 2026

Horário

21H30

Duração

1h00

Faixa etária

M12

Preço

€0 / €3 / €5 / €8 / €10

No acesso a todos os espetáculos da MTU é o espectador que define o preço do bilhete de acordo com a sua disponibilidade e as suas expetativas

Local auditório TAGV

Encenação e coreografia Cláudio Vidal

Encenação e coordenação artística Margarida Lima, Miriam Bernardino e João Oliveira

Interpretação Samuel Andrade, Matheus Almeida, Bruno Cunha de Biazzi, Nilton Carvalho, Maria João Carvalho, Mariana Alegria, Ana Carolina Pereira, Sara Ferreira, Inês Pinto, Maria Peão, Beatriz Riso Oliveira, Carlota Duarte, Cristiana Santos, Tomás Costa, Mariana Machado, Luís Cavalcanti, Maria Rodrigues, Madalena Laranjo, Luiz Curi

Imagem e comunicação Sara Ferreira, Maria João Carvalho

Desenho de luz e direção técnica Mafalda Oliveira

Agradecimento Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UC, Reitoria UC, Mimesis, Teatro Académico de Gil Vicente

Coprodução MTU Teatro Académico de Gil Vicente, CITAC, GEFAC, TEUC, Thíasos

Espetáculo integrado no Ciclo Teatro e Artes Performativas – MIMESIS da Universidade de Coimbra